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Uma
das ferramentas utilizadas pelos pais,
talvez inconscientemente, para motivar ou
encorajar seus descendentes é por meio da
comparação, ou seja, eles utilizam
expressões como :”o filho do fulano é
assim”, “a filha da sicrana é desta
maneira”, “aquela pessoa se comparta deste
jeito”, “aquele menino conseguiu aquilo”, e
assim seguem numa incessante leva de
comparações com todo o mundo. Alguns são
melhores do que a própria criança, outros
são piores, mas ambos o são segundo os
critérios de análise dos pais. Quando a
criança cresce, tal atitude com relação à
vida já se enraizou em sua psique de uma
maneira tão profunda que, mesmo
inconscientemente, ela pondera sua vida com
base nas análises extremamente subjetivas
que ela faz dela mesma em comparação com
qualquer outro ser ao seu redor e, como
conseqüência, ou ela sente-se
temporariamente satisfeita por achar-se
melhor que o objeto de comparação, ou triste
porque se acha inferior. Mesmo assim, em
todos os casos, a comparação é sempre
subjetiva, sempre unilateral, sempre
limitada. Ademais, tal atitude,
frequentemente, é a fonte de onde jorra
incessantemente os indesejáveis sucos da
inveja e da soberba. Oxalá um dia os pais
desvencilhem-se deste inocente, mas nocivo,
método de educação para com suas crianças,
pois o dia que isto acontecer, pelo menos
seres humanos emocionalmente mais sãos e
lúcidos habitarão este planeta.
(Whistefanni Sebastião)
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