A Educação
Ambiental como interface e instrumento de
ensino e aprendizagem socioambiental para a
preservação e conservação da biodiversidade
mundial
Edificamos, a cada dia, um planeta em que a
sustentabilidade da espécie humana passa por
um grande desafio: restaurar a erosão
cultural, manter o equilíbrio ambiental, que
a cada dia sofre derrotas significativas com
o descaso do próprio homem e erradicar
doenças sociais como a injustiça e desníveis
econômicos graves, em que poucos detêm muito
e muitos “não tem nada”, pobreza gerando
seres humanos na percepção da miséria ética
e espiritual,
resultante de um “adestramento”, ou quem
prefira “Educação” que “treina” os
indivíduos para serem economicamente
descontrolados em seus consumismos
exacerbados e egocêntricos, ignorantes nas
consequências socioambientais dos seus atos.
Citando Aristóteles (384 - 322 a.C.), “O
homem nada pode aprender senão em virtude do
que já sabe”. A Educação Ambiental é um
processo de aprendizagem permanente,
construída nos pilares do respeito a todas
as formas de vida, gerando mudanças de forma
consciente na concepção de uma melhor
qualidade de vida e respeito na conservação
e preservação da biodiversidade planetária.
No atual cenário mundial, vivemos uma época
de “pós-tudo”. A rapidez com que as
informações são transmitidas e a forma em
que surgem os acontecimentos, aparentemente
desconexos, entretanto, interligados são uma
das características do “pós-modernismo”, que
prefiro denominar de “pós-informação”.
Há dicotomias entre ordem e progresso;
extrair e preservar. A grande odisseia do
homem da “pós-informação” é equalizar
extração com preservação e progresso com
ordem.
Para isso, dever-se-á aprender e ensinar
políticas que transformem a educação, como
interface para a construção de uma
consciência menos mercadológica e mais
ambiental, pautada em valores éticos,
culturais e ecológicos, em que se prioriza o
valor individual de cada um dentro do
coletivo, respeitando sua origem e
identidade.
Maior perspectiva de vida, menor taxa de
mortalidade infantil, mais alfabetização e
as conquistas da mulher, recentemente
acentuadas após as Eleições 2010, em que uma
mulher foi eleita como a “primeira”
Presidente do Brasil, com o slogan “Sim, a
mulher pode” são índices de que o país
melhorou, ou pelo menos está.
A comunicação em seus diversos âmbitos
(rádio, TV, internet, impresso e etc.)
possibilita estreitamento nas relações
humanas, em níveis inimagináveis. As
organizações empresariais e ONGs são e estão
mais presentes em questões socioambientais,
incorporaram
as causas ambientais nos seus processos
(gestão ambiental, certificações e
qualificação de seus colaboradores).
No entanto, ao citar George Bernard Shaw,
dramaturgo irlandês (1856-1950), “Os seres
humanos nascem ignorantes, mas são
necessários anos de escolaridade para
torná-los estúpidos”.
Devemos parar e refletir: o que estamos
fazendo para melhorar o nosso planeta, a
nossa casa, a nossa comunidade, o nosso meio
ambiente, já o que vemos é devastação,
depredação
e extinção de um mundo que amávamos outrora?
Somos tão estúpidos assim para exterminar o
nosso planeta de maneira lenta e
progressiva? A cada dia a nossa identidade
como indivíduo, a nossa história, o nosso
patrimônio cultural e material voltam ao pó,
e este, levado ao vento do esquecimento. A
maior indagação é o que fazer e como agir
diante iminente colapso? Refiro-me à
desvalorização da própria vida e do homem
quanto ser humano, ultrajado por modelo de
desenvolvimento econômico insano cunhado no
viés do enriquecimento que desrespeita o
valor mínimo da sociedade atual, a
democracia em sua plenitude conceitual,
corroborando a corrupção e o alargamento do
fosso entre os privilegiados e os menos
favorecidos, causando fissuras gigantescas
na ordem natural dos ecossistemas, seja ela
no conceito animal, vegetal, mineral e
social.
Enfim, como extrair e preservar; progredir e
manter a ordem sem agravar a crise
ambiental, produzindo mudanças indesejáveis
como o desaparecimento de rios, nascentes,
habitats naturais, desflorestamentos,
extinção da diversidade de espécies dos
ecossistemas, escassez de água potável,
erosão cultural, poluição, e a perda da
memoridade, além de inúmeras outras
calamidades que afligem o equilíbrio
socioambiental? Às gerações futuras
deixam-se inúmeras perguntas e poucas
respostas.
Na verdade, o que existe é uma necessidade
premente de “iluminação ou conscientização
coletiva” envolvendo membros de ONGs,
educadores, ambientalistas, comunicólogos,
líderes comunitários, religiosos,
autoridades políticas, empresários e
comunidades em busca da tão sonhada
“Consciência Ambiental”.
Neste cenário abrasivo devem-se educar os
jovens e conscientizar os adultos; e um dos
instrumentos é a Educação Ambiental
acompanhada de atividades que ajudam na
compreensão de necessidades de se preservar
o patrimônio histórico e a memória de um
local, além de irradiar senso crítico da
grande importância da vida no planeta Terra,
respeitando a sua fragilidade; afinal, o
nosso planeta é apenas um, sem
“sobressalente” na relevante extensão do
“infinito” universo.
A Educação Ambiental, segundo especialistas,
é destinada a desenvolver nas pessoas
conhecimentos, habilidades, atitudes e
reflexão de possibilidades ideais voltadas
para a preservação do meio ambiente e
sustentabilidade do planeta. E pode ocorrer
dentro de empresas, instituições de ensino,
encontros comunitários e mobilizações
sociais e institucionais.
A Educação Ambiental pode ser desenvolvida e
aplicada por órgãos governamentais ou
entidades ligadas ao meio ambiente. O
essencial é que a educação ambiental esteja
presente em todos os níveis educacionais,
com objetivo principal de alcançar todos:
instituições públicas, empresas, estudantes
e comunidade, elevando a consciência de cada
um sobre conceitos e conhecimentos voltados
para a preservação ambiental e o uso
sustentável dos recursos naturais. Pois a
despeito da tragédia contextual que pensam e
dizem, deve-se acreditar nas possibilidades
da espécie humana e no fato de que “a vida
por si só sempre dá um jeito de prosseguir”.
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