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Esta serra é e está como a mais próxima de
nós, no Barreiro. O verbo denota uma ação e
no caso dela, a nossa serra, às vezes é
difícil entendermos que um acidente
geográfico é. Ali, como uma ruga na terra,
que se formou há milhões de anos, tem sua
existência entendida como uma referência
física que aparenta firmeza, por mais que os
quânticos digam que tudo se move e ela
também. Também o vento e a chuva trabalham
sobre ela.
Nossa linguagem nos permite entender sua
dicotomia. Está firme na sua constituição,
mas, mais que estar presente, ela é. Por
mais que se possa até não olhar para ela,
ela está ali: firme, majestática e suave ao
mesmo tempo.
É como mais um elemento da composição da
nossa vida de habitante deste Planeta azul,
que o destino e a história colocou nas
fraldas da sua firmeza existencial. É um
marco que une e divide como referência
geográfica que demarca a localização das
nossas vidas físicas nas urbis que
construímos e é ao mesmo tempo uma
observadora-participante da história de
nossas vidas. Tanto que ali criamos o parque
motivo destas belas fotos. Parece observar,
na sua majestade física, a composição
ambiental do seu entorno.
Virou personagem quando se tornou referência
para a saga bandeirante de buscar riqueza e
construir civilização nos rincões das minas
gerais e até quando a paixão rolou com a
moça pelo seu penhasco. Ai a tristeza foi
tanta que ela até parece que chorou.
Reconhecemos esta tristeza e lhe demos este
acidente como epíteto, motivo de descrição
poética.
É suave e quase sensual em suas formas
amorradas na direção da Capital, para onde
doa águas que foram de vital importância
para a constituição da Colônia
hortigranjeira do Barreiro. É imponente e
quase agressiva na direção do vale do
Paraopeba, onde retém a umidade da chuva e
teima em formar os afluentes do grande e
sofrido, quase-morto, rio.
É testemunha da nossa vinda para cá e,
depois que sairmos desta presente
encarnação, continuará contando para todo o
Universo as histórias, pequenas e
significativas, que acompanhou de cada um de
nós. Por tudo isto, serra em que rolou a
moça, obrigado pela sua presença testemunhal
em nossas vidas.
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